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JC Anjos, Estados da mente, estados da alma, 2010.
Guache sobre lápis em papel, 21 x 29,7 cm.
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Estado da Mente,
Estados da Alma
O que se
esconde por trás de nossas intenções, seria algo de total autocontrole? Seria
uma espécie de monitor de nossas vontades mais ocultas?Ou o inverso disso?
Sempre há uma
força controladora,consciente ou não. No entanto não somos escravos e nem
senhores dessas forças. Assim como as leis de um Estado constituído pela polis, o nosso estado de espírito será
regido pelo estado das coisas que conformam nossa percepção da realidade. O que
nos atinge causará um impacto. E nossa interpretação cognoscívelé determinante.
Resta saber
qual o verdadeiro estado por trás da coisa. O Estado polis ou o estado de espírito. De qualquer forma, o estado de
espírito, ou seja, da mente, está formado. Ele que rege a alma. Não importa o
tempo, podelevar dias ou décadas. O que importa na verdade é o resultado, a
consequência. E a origem, o verdadeiro estado causador.
Estado da Mente, Estados da Alma é uma
reflexão sobre essa questão. As várias facetas expostas em amarelo, prontas
para estourar a qualquer momento. A mente como estado constituinte da razão.
Dissimuladora. Pronta para disparar seu descontrole sobre a alma. O cinza
cérebro,campo de batalha do multifacetado que é o homem contemporâneo.
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| Exercício 1 - Guaxe sob papel especial. |
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| Confusão - criação por computação gráfica 2010. |
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| Sem título - 2010. |
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| autorretrato, óleo sobre tela |
| sem título - colagem de poemas de JC Anjos em papel e tinta guache. |
JC Anjos,
Mesmo Lugar, 2011.
Guache sobre colagem e poemas em papel, 29,7 x 42 cm.
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Mesmo Lugar
Qual seria a
localização exata do artista no espaço? Ou melhor: qual seria a localização do
artista e sua obra no espaço? Qual seria a posição hierárquica desse real?
1º Artista arquétipo criação arquétipo
2º Arquétipo artista arquétipo criação
3º Criação criação artista artista
Tal equação
parece ser bem simples. Mas como responder tal questão quando olhamos para
trás? Para o mythós?
Com certeza a
fé como religião é tão real quanto os heróis que costumamos acreditar nas
histórias em quadrinhos ou em filmes. Pelo menos em um determinado tempo e
espaço. Mas isso não exclui a permanência. O nosso imaginário se encarrega de
deixa-los lá. Congelados. Suspensos por um fio de credulidade que estica tal
qual nossa conveniência do real.
É a partir
disto que mesmo lugar tenta, com a permissão
do trocadilho, se encontrar no espaço. Mais do que isso, propor a verdadeira
gênese de sua ideia. A figura central da obra está dividida entre o abstrato e
o real. O “rasgo” central do quadro que procura romper com as barreiras
impostas por uma hierarquia do real. O mérito de composição evidente.
O poeta
escreve sua poesia num papel. Porém, seu arquétipo, como figura central já
mencionada, já possui vontade própria. E por possuir vontade própria,
questiona. Suas questões, em forma de poesia, também especulam sobre o seu
lugar no espaço. Um espaço que aos poucos perde seu flutuar. Cada vez mais
tangível. O onírico toma sua parte na materialidade. Logo, deixa de ser
onírico. O lúdico continua sendo o único elo que garante a existência do
artista diante de sua obra ainda subjugada.
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| sem título - várias tintas sobre tela |
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| O retratista de seu habitat, guache sobre tela, 2010. |
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JC Anjos,
Ejaculação noturna, 2011.
Guache sobre colagem em papel, 21 x 27,9 cm
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Ejaculação Noturna
Ninguém tem uma vida. Todo mundo
tem um blog. Entrem na intimidade das
pessoas via youtube. Entrem em seus Orkuts. Entrem. Entrem.
Pseudo-informação, tragi-sensacionalismo. Acontecimentos em tempo real. O homem pós-orgânico.
Pegadinhas que terminam em morte.
O fetiche do consumo. As várias
mensagens subliminares e explícitas que absorvemos do sistema capitalista em
toda a jornada diária. Quanto impacto irá nos causar? Seus efeitos não se
limitam apenas ao objetivo funcional, mas em toda uma filosofia do real.
Esse fetiche sobrepõe a própria
vontade. Enraíza-se no desejo latente do indivíduo. Logo, ele se torna máquina
sistemática. Algo além da máquina carne. Os símbolos determinantes da mais-valia.
Dos valores materiais. Dos cifrões.
O homem máquina ainda dorme.
Pouco mas dorme. Porém, seus sonhos agora são uma sequencia do real rotina. Ele
adormece sem as realizações que foram impostas pela procura. Os símbolos que
ele absorvera durante sua jornada do real, explodem em jatos noturnos
resultante de uma personalidade oprimida de desejos não realizados.
E ele apenas balbucia em
devaneios oníricos: “Padrão de mercado”.







